domingo, 28 de novembro de 2010

Medo.

Eu devia ter postado esse post quinta. Mas preguiça é foda e eu vou escrever só agora. 


Quinta-feira, 25/11/2010.
Eu não fui atingida por balas, nem fui atacada. Mas percebi que o medo era o único sentimento que as pessoas cariocas demonstravam ter nesse dia. Os ônibus, ou vinham lotados; ou até não vinham. E quando vinham, eram completamente lotados. As TV's só falavam desse assunto: Os ataques de bandidos no RJ. Eu tinha que ir para a escola, tinha prova. E fui, de ônibus. O ônibus vinha vazio, e assim ficou. As pessoas possivelmente iriam todas pelo metrô, que supostamente passava maior segurança. Cheguei a escola cedo demais, e uma amiga minha (leticia, marida do caio)  estava morrendo de medo. Ligava para a mãe, para o pai e nenhum dos dois atendia (fail). Eu fui comprar mentos e uma amiga minha falara pra tomar cuidado pra não tomar uma bala na cara (sacaram o trocadilho?). Enfim, o tempo passou, as pessoas chegaram, o sinal tocou e fomos para a aula de artes. Meu grupo era um garoto irritante e um amigo meu de longa data (leia-se por antônio e lucas, respectivamente) ficamos falando da violência. Disseram que quase queimaram a escola. Blah blah blah, o sinal tocou e etc. Fiz a prova e saí mais cedo. (é, mamãe me buscou, e no dia seguinte me buscou 4:30 da tarde). O ônibus não chegou, ficamos 20 minutos, fomos com um onibus e eu fiquei com medo. É, acho que depois não consegui dormir. Mas e o povo tava com medo mesmo. Isso é apenas um resumo da minha pessoa. As pessoas dos morros poderiam escrever MUITO mais do que eu. enfim. '-'

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